{"id":1276,"date":"2013-02-26T00:23:36","date_gmt":"2013-02-26T00:23:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontracuritiba.com.br\/noticias\/?p=1276"},"modified":"2019-04-15T15:11:06","modified_gmt":"2019-04-15T15:11:06","slug":"quero-a-verdade-diz-mulher-que-perdeu-irmao-em-uti-do-evangelico-em-curitiba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontracuritiba.com.br\/sobre\/quero-a-verdade-diz-mulher-que-perdeu-irmao-em-uti-do-evangelico-em-curitiba\/","title":{"rendered":"Quero a verdade, diz mulher que perdeu irm\u00e3o em UTI do Evang\u00e9lico em Curitiba"},"content":{"rendered":"<div class=\"a8a89adbe8d3ea786427317e6a05b7f0\" data-index=\"1\" style=\"float: none; margin:0px;\">\n<!-- Anuncio display - global -->\r\n<ins class=\"adsbygoogle\"\r\n     style=\"display:block\"\r\n     data-ad-client=\"ca-pub-8585364105181520\"\r\n     data-ad-slot=\"8789329856\"\r\n     data-ad-format=\"auto\"\r\n     data-full-width-responsive=\"true\"><\/ins>\r\n<script>\r\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\r\n<\/script>\n<\/div>\n<p>A dona de casa Casturina Garcia Ribas, de 45 anos, prestou depoimento na Pol\u00edcia Civil na manh\u00e3 desta segunda-feira (25) sobre o caso da m\u00e9dica Virg\u00ednia Soares Souza, presa na ter\u00e7a-feira (19), em\u00a0Curitiba, suspeita de homic\u00eddio qualificado na UTI geral do Hospital Evang\u00e9lico.<\/p>\n<p>&#8220;Eu perdi meu irm\u00e3o na UTI desse hospital em 2007 e quero saber a verdade. Na \u00e9poca, al\u00e9m dessa m\u00e9dica presa, ele tinha sido atendido por outra m\u00e9dica do hospital&#8221;, afirmou a reportagem\u00a0a dona de casa. Casturina relatou ainda que o irm\u00e3o chegou a escrever v\u00e1rias cartas a fam\u00edlia relatando que precisava de ajuda e que tinha visto o paciente do leito ao lado morrer ap\u00f3s desligarem o aparelho que o mantinha vivo.<\/p>\n<p>Virg\u00ednia foi presa em uma opera\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Civil que investiga as mortes na UTI do hospital, que \u00e9 considerado o segundo maior da capital paranaense. Trechos de grava\u00e7\u00f5es do depoimento prestado pela m\u00e9dica, indiciada por homic\u00eddio qualificado contra pacientes da UTI do Hospital Evang\u00e9lico de Curitiba, foram obtidos com exclusividade pela reportagem. Nas transcri\u00e7\u00f5es, ela afirma que foi mal interpretada por falas como &#8220;Quero desentulhar a UTI que est\u00e1 me dando coceira&#8221;. A frase teria sido dita pela m\u00e9dica, mas a origem da grava\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi informada pela pol\u00edcia.<\/p>\n<p>O advogado na cidade de Curitiba de defesa Elias Mattar Assad disse que n\u00e3o h\u00e1 provas contra a m\u00e9dica. &#8220;Nas v\u00e1rias certid\u00f5es de \u00f3bito de pessoas que teriam morrido, nenhum dos atestados foi firmado pela minha cliente. Todos as certid\u00f5es tamb\u00e9m tinham laudos do IML atestando as mortes como sendo ou de causas acidentais ou naturais&#8221;.<\/p>\n<p>O irm\u00e3o da dona de casa tinha sido baleado no abdome e dizia em uma das cartas: &#8220;Se n\u00e3o sair daqui at\u00e9 s\u00e1bado, da\u00ed sim fico louco&#8221;. Em um trecho de outra carta ele dizia: &#8220;Tudo a\u00e7ougueiro. tem coisas que nem usa daquele jeito. Por isso que fiquei louco&#8221;.<\/p>\n<p>Casturina disse tamb\u00e9m que em diversas vezes o irm\u00e3o relatou que os m\u00e9dicos davam prefer\u00eancia aos pacientes que tinham planos de sa\u00fade. &#8220;Aos que eram do SUS, ele dizia que eram mal tratados. E isso era verdade, eu presenciei ele v\u00e1rias vezes sem os cuidados b\u00e1sicos de higiene&#8221;, reclama.<\/p>\n<p>&#8220;Logo que eu vi a cara da Virg\u00ednia na televis\u00e3o, lembrei da situa\u00e7\u00e3o do meu irm\u00e3o. Lembro que sempre que eu perguntava sobre o meu irm\u00e3o ela era sempre negativa e dizia que ele n\u00e3o ia sair daquela situa\u00e7\u00e3o, que era lastim\u00e1vel. O que mais me\u00a0 preocupa \u00e9 saber porque ela mandou ele para o quarto, sendo que ele ainda precisava dos aparelhos da UTI, aponta Castorina.<\/p>\n<p>Ela afirma que logo ap\u00f3s a transfer\u00eancia para o quarto, o irm\u00e3o morreu. &#8220;Eu conversei com outras pessoas do hospital, inclusive um dos diretores, e ele afirmou que ele [ o irm\u00e3o] n\u00e3o poderia ter sa\u00eddo da UTI, que ainda estava em tratamento. Ent\u00e3o, hoje eu penso que ela [ a m\u00e9dica] fez isso talvez porque quisesse liberar uma vaga para outra paciente na UTI, sei l\u00e1&#8230;&#8221;, explica.<\/p>\n<p>&#8220;Eu n\u00e3o pretendo processar ningu\u00e9m, n\u00e3o tem dinheiro que pague a morte do meu irm\u00e3o. Mas eu n\u00e3o vou medir esfor\u00e7os para ajudar a pol\u00edcia a descobrir a verdade&#8221;, relata a dona de casa.<\/p>\n<p><strong>Pris\u00f5es<\/strong><br \/>\nAl\u00e9m da m\u00e9dica V\u00edrg\u00ednia,\u00a0outros tr\u00eas m\u00e9dicos suspeitos de envolvimento no caso foram presos temporariamente pela Pol\u00edcia Civil no s\u00e1bado (23). Dois s\u00e3o anestesistas. Uma enfermeira que tamb\u00e9m foi indiciada pela pol\u00edcia e estava foragida deve prestar depoimento ainda nesta segunda-feira.<\/p>\n<p>Em entrevista exclusiva a reportagem, os m\u00e9dicos presos temporariamente negaram as acusa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Virg\u00ednia tamb\u00e9m negou as acusa\u00e7\u00f5es e disse que os procedimentos que adotou, neste per\u00edodo de sete anos em que chefiou a UTI, foram atos m\u00e9dicos. Disse ainda que as acusa\u00e7\u00f5es partem de ex-funcion\u00e1rios e admitiu que fez inimigos no trabalho por ter temperamento forte. Ela conversou com exclusividade com a reportagem, mas n\u00e3o quis gravar entrevista. A m\u00e9dica atuava no hospital desde 1988 e chefiava a UTI desde 2006.<\/p>\n<p>Virg\u00ednia apresentou uma carta em pr\u00f3pria defesa.<\/p>\n<p>O documento foi entregue \u00e0 imprensa pelo advogado dela, Elias Mattar Assad, que concedeu uma entrevista coletiva sobre o caso. A carta coloca em xeque a investiga\u00e7\u00e3o, questionando a inexist\u00eancia de provas v\u00e1lidas. \u201cO livre exerc\u00edcio da medicina est\u00e1 em risco no Brasil\u201d, diz trecho do documento.<\/p>\n<p>Ela diz que se o modelo de investiga\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia paranaense obtiver \u00eaxito, qualquer morte em UTI poder\u00e1 ser considerada imper\u00edcia ou mesmo homic\u00eddio qualificado. \u201cA ci\u00eancia m\u00e9dica n\u00e3o pode ser relativizada ou mesmo inviabilizada no seu livre e \u00e9tico exerc\u00edcio, pelos altos riscos a que doravante estar\u00e3o expostos os seus profissionais\u201d, diz outra parte da carta. O texto ainda classifica a investiga\u00e7\u00e3o como \u201co maior erro investigativo e midi\u00e1tico da nossa hist\u00f3ria\u201d.<\/p>\n<p>O Hospital Evang\u00e9lico informou que dar\u00e1 mais detalhes sobre o caso em uma entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira.<\/p>\n<p><strong>Investiga\u00e7\u00f5es<\/strong><br \/>\nA pol\u00edcia apreendeu seis prontu\u00e1rios de pacientes que ficaram internados e morreram na UTI do hospital, segundo o advogado Mattar Assad. Por meio da assessoria de imprensa, a Pol\u00edcia Civil informou que, como o caso tramita em car\u00e1ter sigiloso, n\u00e3o vai divulgar o per\u00edodo que a investiga\u00e7\u00e3o abrange.<\/p>\n<p>O Conselho Regional de Medicina (CRM) est\u00e1 investigando a conduta da m\u00e9dica. O Hospital Evang\u00e9lico abriu uma sindic\u00e2ncia para apurar o caso.<\/p>\n<p><em>Fonte: G1<\/em><\/p>\n\n<div style=\"font-size: 0px; height: 0px; line-height: 0px; margin: 0; padding: 0; clear: both;\"><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A dona de casa Casturina Garcia Ribas, de 45 anos, prestou depoimento na Pol\u00edcia Civil na manh\u00e3 desta segunda-feira (25) sobre o caso da m\u00e9dica Virg\u00ednia Soares Souza, presa na ter\u00e7a-feira (19), em\u00a0Curitiba, suspeita de homic\u00eddio qualificado na UTI geral do Hospital Evang\u00e9lico. &#8220;Eu perdi meu irm\u00e3o na UTI desse hospital em 2007 e quero saber a verdade. Na \u00e9poca, al\u00e9m dessa m\u00e9dica presa, ele tinha sido atendido por outra m\u00e9dica do hospital&#8221;, afirmou a reportagem\u00a0a dona de casa. 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