{"id":750,"date":"2012-10-16T05:00:18","date_gmt":"2012-10-16T05:00:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontracuritiba.com.br\/noticias\/?p=750"},"modified":"2019-04-15T15:12:47","modified_gmt":"2019-04-15T15:12:47","slug":"orcamento-da-capital-preve-deficit-de-48-milhoes-no-sistema-de-transporte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontracuritiba.com.br\/sobre\/orcamento-da-capital-preve-deficit-de-48-milhoes-no-sistema-de-transporte\/","title":{"rendered":"Or\u00e7amento de Curitiba prev\u00ea d\u00e9ficit de 48 milh\u00f5es no sistema de transporte"},"content":{"rendered":"<div class=\"a8a89adbe8d3ea786427317e6a05b7f0\" data-index=\"1\" style=\"float: none; margin:0px;\">\n<!-- Anuncio display - global -->\r\n<ins class=\"adsbygoogle\"\r\n     style=\"display:block\"\r\n     data-ad-client=\"ca-pub-8585364105181520\"\r\n     data-ad-slot=\"8789329856\"\r\n     data-ad-format=\"auto\"\r\n     data-full-width-responsive=\"true\"><\/ins>\r\n<script>\r\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\r\n<\/script>\n<\/div>\n<p>O or\u00e7amento da prefeitura de Curitiba para 2013, enviado \u00e0 C\u00e2mara Municipal h\u00e1 duas semanas, destaca uma conta que segue sem fechar h\u00e1 cinco anos. A previs\u00e3o \u00e9 que, no ano que vem, a Urbaniza\u00e7\u00e3o de Curitiba S\/A (Urbs) amargue um d\u00e9ficit de R$ 48 milh\u00f5es no gerenciamento do transporte p\u00fablico \u2013 valor calculado com base em quanto o sistema custa e quanto arrecada com tarifas.<\/p>\n<p>O rombo leva em conta a discrep\u00e2ncia entre a tarifa t\u00e9cnica \u2013 valor repassado para as empresas concession\u00e1rias, com base no custo real do sistema \u2013 e a passagem cobrada nos \u00f4nibus. Desde mar\u00e7o, a tarifa t\u00e9cnica \u00e9 de R$ 2,79, enquanto a passagem custa R$ 2,60. Pelos c\u00e1lculos da Urbs, o d\u00e9ficit ocorre devido \u00e0 opera\u00e7\u00e3o da rede metropolitana, cuja despesa \u00e9 maior do que a receita.<\/p>\n<p>Para diminuir o impacto financeiro da integra\u00e7\u00e3o com as cidades vizinhas, o governo do estado deve repassar \u00e0 Urbs, no ano que vem, R$ 26,3 milh\u00f5es. O conv\u00eanio foi firmado em maio deste ano, por meio da Coordena\u00e7\u00e3o da Regi\u00e3o Metropolitana de Curitiba (Comec), e \u00e9 valido durante 12 meses. Na outra ponta, a prefeitura prev\u00ea no or\u00e7amento o repasse de R$ 19,4 milh\u00f5es \u00e0 Urbs, que constam no documento como \u201creceita intraor\u00e7ament\u00e1ria\u201d. Mesmo com os subs\u00eddios, o Fundo de Urbaniza\u00e7\u00e3o de Curitiba (FUC), administrado pela Urbs, deve amargar ainda um saldo negativo de R$ 2,3 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>O d\u00e9ficit entre custo do sistema e arrecada\u00e7\u00e3o em 2013, apesar de elevado, \u00e9 menor do que o previsto pela Urbs para este ano. Segundo estimativas da empresa divulgadas nos \u00faltimos meses, o furo em 2012 chegar\u00e1 a R$ 58,7 milh\u00f5es \u2013 R$ 10,7 milh\u00f5es a mais do que o aguardado para o ano que vem.<\/p>\n<p>A diminui\u00e7\u00e3o do d\u00e9ficit previsto \u00e9 motivo de controv\u00e9rsia. Para especialistas, o valor indica a possibilidade de um reajuste mais expressivo, que aproxime a tarifa cobrada da tarifa t\u00e9cnica. A diferen\u00e7a entre os dois valores, atualmente, \u00e9 a maior dos \u00faltimos cinco anos.<\/p>\n<p>A tese \u00e9 corroborada pela expectativa de baixo crescimento no n\u00famero de passageiros pagantes, que deve ficar na faixa dos 310 milh\u00f5es por ano. Assim, sem uma arrecada\u00e7\u00e3o mais expressiva, sobram poucas op\u00e7\u00f5es para diminuir o rombo das contas, al\u00e9m do reajuste na tarifa e de mais subs\u00eddios p\u00fablicos.<\/p>\n<p>Falta transpar\u00eancia<\/p>\n<p>A inje\u00e7\u00e3o de dinheiro p\u00fablico para subsidiar a tarifa n\u00e3o \u00e9 unanimidade e esbarra em uma cr\u00edtica comum ao gerenciamento do transporte em Curitiba: a falta de clareza no c\u00e1lculo dos custos e de arrecada\u00e7\u00e3o do sistema. \u201cN\u00e3o h\u00e1 transpar\u00eancia na hora de fazer essa conta [do d\u00e9ficit]. Como validar informa\u00e7\u00f5es que interferem na economia popular, no or\u00e7amento das fam\u00edlias? S\u00f3 um resumo de planilhas n\u00e3o quer dizer nada\u201d, critica o professor Garrone Reck, do Departamento de Transportes do Setor de Tecnologia da Universidade Federal do estado do Paran\u00e1 (UFPR).<\/p>\n<p>Para o engenheiro civil V\u00e1lter Fanini, assessor de pol\u00edticas publicas do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA-PR), a redu\u00e7\u00e3o dos custos, em tese, teria de vir acompanhada de um ganho real na produtividade do sistema, transportando mais passageiros em um espa\u00e7o menor de tempo \u2013 o que n\u00e3o parece ser o caso de Curitiba. \u201c\u00c9 um absurdo gastar milh\u00f5es [em subs\u00eddios] num transporte sem qualidade, com lota\u00e7\u00f5es expressivas, e concordar que esse cen\u00e1rio n\u00e3o pode ser alterado\u201d, opina.<\/p>\n<p>Subs\u00eddio \u00e9 op\u00e7\u00e3o mais vi\u00e1vel a curto prazo, diz economista<\/p>\n<p>O poss\u00edvel reajuste da tarifa de \u00f4nibus para Curitiba e Regi\u00e3o Metropolitana deve ocorrer em mar\u00e7o, ap\u00f3s a negocia\u00e7\u00e3o salarial dos funcion\u00e1rios do transporte coletivo. Segundo dados da Urbaniza\u00e7\u00e3o de Curitiba S\/A (Urbs), os sal\u00e1rios e benef\u00edcios correspondem a 45% do custo por quilometragem do sistema, que influencia diretamente na tarifa t\u00e9cnica\u00a0<em>(veja infogr\u00e1fico abaixo)<\/em>. Neste ano, o reajuste salarial foi de 10,5%. A infla\u00e7\u00e3o prevista para 2013, que deve balizar o reajuste m\u00ednimo concedido \u00e0 categoria, deve ficar na faixa de 5,48%.<\/p>\n<p>O \u00f4nus do rombo nas contas do sistema de transporte ser\u00e1 uma das heran\u00e7as herdadas pelo pr\u00f3ximo prefeito de Curitiba. At\u00e9 o momento, por\u00e9m, o assunto foi pouco discutido e n\u00e3o consta nas principais propostas defendidas pelos candidatos Ratinho J\u00fanior (PSC) e Gustavo Fruet (PDT).<\/p>\n<p>Sem sa\u00edda<\/p>\n<p>Para o economista Wilhelm Meiners, professor da Universidade Positivo, a defasagem do sistema, a curto prazo, ter\u00e1 de ser combatida necessariamente com o repasse de verbas da pr\u00f3pria prefeitura \u2013 j\u00e1 ref\u00e9m do uso de subs\u00eddios para equilibrar as contas. \u201cHoje, cerca de 15% dos passageiros t\u00eam descontos ou gratuidades. Algu\u00e9m tem de pagar essa conta e \u00e9 justo que a prefeitura fa\u00e7a isso. O problema \u00e9 que, ano a ano, o d\u00e9ficit deve aumentar e o furo n\u00e3o vai ser resolvido, a longo prazo, enquanto n\u00e3o se adotar um novo sistema de transporte, mais eficiente\u201d, afirma.<\/p>\n<p><em>Fonte: Gazeta do Povo<\/em><\/p>\n\n<div style=\"font-size: 0px; height: 0px; line-height: 0px; margin: 0; padding: 0; clear: both;\"><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O or\u00e7amento da prefeitura de Curitiba para 2013, enviado \u00e0 C\u00e2mara Municipal h\u00e1 duas semanas, destaca uma conta que segue sem fechar h\u00e1 cinco anos. A previs\u00e3o \u00e9 que, no ano que vem, a Urbaniza\u00e7\u00e3o de Curitiba S\/A (Urbs) amargue um d\u00e9ficit de R$ 48 milh\u00f5es no gerenciamento do transporte p\u00fablico \u2013 valor calculado com base em quanto o sistema custa e quanto arrecada com tarifas. O rombo leva em conta a discrep\u00e2ncia entre a tarifa t\u00e9cnica \u2013 valor repassado para as empresas concession\u00e1rias, com base no custo real do sistema \u2013 e a passagem cobrada nos \u00f4nibus. 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