Em Curitiba, pesquisadores desenvolvem forma de eliminar fumaça do churrasco

Pesquisadores de duas universidades do estado do Paraná desenvolveram um mecanismo para tratar a fumaça que sai das churrasqueiras, eliminando o cheiro característico da fumaça e da queima do carvão. O experimento conduzido por 15 alunos de graduação, mestrado e doutorado da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) já vem sendo aplicado na prática em Curitiba, com investimentos de R$ 350 mil.

Com o apoio do Instituto de Tecnologia do Paraná (TecPar), os alunos desenvolveram um sistema que leva a fumaça da chaminé diretamente para aquários com algas que utilizam o gás carbônico como fonte de alimento para crescer. Elas foram retiradas do lago do Passeio Público de Curitiba e instaladas em tanques no telhado de uma churrascaria. “A proposta foi pegar já um microrganismo que é da região para que a gente não tivesse nenhum problema”, explicou o pesquisador Anderson Sakuma.

O local escolhido foi uma churrascaria que há anos incomodava a vizinhança com o cheiro de carne e fumaça exalados dia e noite. “A fumaça era muito forte, vinha aos apartamentos, chegava até a escurecer as cortinas, e entrava aquela poeira dentro dos apartamentos. E o cheiro também né”, lembra o síndico de um prédio vizinho, Salomão Pamplona.

Apesar de nunca ter sido multado, o dono do empreendimento, Augusto Santos, se tornou obstinado por pesquisas e equipamentos para tratar a fumaça produzida na churrascaria. Ele conta que chegou a importar tecnologia alemã para tratamento de fumaça em indústria de enxofre, mas não obteve resultados satisfatórios. “Aí eu tive a felicidade de encontrar um grupo que resolveu assumir, trabalhar e pesquisar”, comemorou Santos.





Atualmente, o sistema tem conseguido tratar 35% da fumaça expelida pela churrascaria de Santos, isso porque não há espaço para a colocação de mais aquários no telhado. A diferença, contudo, já foi percebida pelos vizinhos “Reduziram bastante, mas bastante mesmo a fumaça que vinha para cá”, analisou o síndico vizinho.

O próximo passo para os pesquisadores é fazer com que as algas façam 100% do serviço, além de tentar obter retorno do dinheiro investido com o aproveitamento do óleo produzido pelas algas. “A ideia, no futuro, é nós conseguirmos separar essa produção desse óleo aí para verificar qual será o melhor encaminhamento”, explicou o engenheiro químico Marcelo Real Prado.

Fonte: G1

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